Homens de classe média-alta, com profissões consideradas nobres na sociedade, constituem o perfil de cliente dos alfaiates portugueses
O IPAM – The Marketing School Aveiro acaba de apresentar os resultados de um projeto de investigação singular em Portugal e que, ao longo dos últimos nove meses, analisou de forma profunda o mundo da alfaiataria nacional. Uma das conclusões em destaque é o facto de este serviço distinto, e que se assume praticamente como um culto, não estar a sofrer com a recessão, apesar do atual contexto de crise. Trata-se de um dado facilmente justificado pelo típico crescimento em contraciclo do mercado de luxo, onde a alfaiataria se insere. O projeto tem como um dos resultados tangíveis o primeiro “Anuário de alfaiataria”, que está já disponível para venda.
O estudo científico – designado de “Alfaiataria: Um estilo de vida? Experiências e serviço nas alfaiatarias portuguesas” – envolveu o contacto com 18 alfaiates do Porto, Aveiro e Lisboa, sendo representativo de várias gerações de profissionais e de vários níveis de preço e serviço. Permitiu ainda analisar a sua clientela: homens de classe média-alta e com profissões consideradas nobres na nossa sociedade (advocacia, política, banca, mundo empresarial, medicina ou engenharia) constituem o perfil de cliente dos alfaiates portugueses. As idades são compreendidas entre os 25 e os 90 anos, sendo que grande parte dos alfaiates referem que trabalham mais para pessoas de “meia-idade, porque os jovens não têm dinheiro para fazê-lo”.
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