Teatro Musical “Ser Diferente é Normal” Estreia no Tivoli BBVA

O Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, recebe no próximo sábado, dia 10 de outubro — data em que se assinala o Dia Mundial da Saúde Mental —, a estreia do espetáculo “Ser Diferente é Normal”, uma adaptação para teatro musical de grande dimensão do livro homónimo publicado por Rui Malvarez em 2024. Produzida pela Plano 6 e encenada por Luís Lourenço, a peça junta em cena oito animais com características físicas e particulares invulgares, nomeadamente uma girafa de pescoço curto, uma toupeira com asas, um elefante sem tromba, um pelicano sem patas, um hipopótamo magérrimo, um crocodilo sem dentes, um urso de pelo comprido e um leão sem juba. Impossibilitados de agir segundo os padrões convencionais das respetivas espécies, as personagens procuram uma forma de contactar o seu criador para solicitar uma correção da sua condição, iniciando um percurso de reflexão sobre aceitação, autoestima e superação de inseguranças.

A obra original teve origem numa narrativa pessoal criada pelo autor para os seus filhos e fundamenta-se também na vivência de Rui Malvarez, que nasceu com um sopro cardíaco. A transposição para a cena conta com direção musical de António Andrade Santos, cenografia e figurinos de Clivia Cohen, coreografias de Colin Vieira e desenho de luz de Tomás Ribas, sendo interpretada por um elenco constituído por André Magalhães, Camille Keller, Chris Santos, Joana Castro, Leonor Felgar, Margarida Silva, Marta Lopes Correia, Miguel de Sousa e Pedro Maralma. A temporada estende-se até 7 de novembro, com sessões escolares de segunda a sexta-feira e apresentações para o público geral aos sábados, contemplando ainda uma sessão com audiodescrição e Língua Gestual Portuguesa agendada para o dia 1 de novembro, antes de prosseguir em digressão nacional por cidades como Cascais e Porto.

Sobre o significado do projeto e a sua ponte com a saúde mental, o autor Rui Malvarez salientou que “o grande ‘vilão’ da peça está dentro da cabeça de cada uma das personagens”, fundamentando que se trata das “barreiras que criamos, as inseguranças, a necessidade de corresponder às expectativas dos outros e o peso que damos ao olhar e à opinião externa”. O encenador Luís Lourenço reforçou o propósito inclusivo da produção ao afirmar que este é “um espetáculo que mostra que tudo no mundo pode e deve ser compreendido tal como é, sem diferenças e com inclusão”, concluindo que “há sempre o lado bom e positivo em tudo”.

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