Há mais ovos milenares que o ovo da Páscoa no Restaurante Quanjude

Quem teve o prazer de experimentar o restaurante Quanjude já saboreou a textura suculenta e estaladiça do melhor Pato à Pequim e certamente os complexos sabores de uma das províncias mais emblemáticas em termos gastronómicos, Sichuan.

Com o foco nas receitas tradicionais da China, o Quanjude tem uma carta variadíssima que é como uma caixinha de surpresas para o palato, com pratos que podem inclusive ser considerados como uma excentricidade no Ocidente. É o caso do ovo mil anos, também conhecido como ovo centenário, ou ovo milenar. Não… não é um ovo relacionado com a Páscoa, mas sim um ingrediente da culinária chinesa, habitualmente servido como entrada, que se prepara de uma forma original. Trata-se de um ovo de pata, que é conservado numa mistura de argila, cinzas, sal e casca de arroz por diversas semanas ou meses. A mistura de argila endurece em torno do ovo, curtindo-o, em vez de estragá-lo. Após o processo de cura, a gema de ovo passa a assumir uma coloração verde-acinzentada e torna-se cremosa, com um sabor mais alcalino e salgado, enquanto a clara ganha uma tonalidade que gravita entre o castanho e a transparência, com uma textura gelatinosa semelhante à que tem uma clara cozida, com um sabor muito ténue.

No Quanjude o ovo mil anos acompanha uma entrada de tofu (7€).

Se o aspeto dos ovos mil anos pode parecer pouco convidativo, o sabor é único e uma agradável surpresa.

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