Herdeira de uma tradição antiga, e contemporânea de outras bibliotecas e arquivos, a Biblioteca de Alexandria terá sido fundada no século III a.C., durante a dinastia helenística no Egito, com a finalidade de preservar o conhecimento, o saber e a literatura através dos livros que foi reunindo. É com base nesta memória que a Quetzal lança a sua nova coleção A Biblioteca de Alexandria, com A Vida de Lazarillo de Tormes e Suas Fortunas e Adversidades, originalmente publicado no ano de 1554, por autor anónimo, agora traduzido por Margarida Amado Acosta, e Robinson Crusoe, de Daniel Defoe, originalmente publicado no Reino Unido em 1719, agora traduzido por João Pedro Vala.
São livros desenhados na melhor tradição da Quetzal, cujas capas fazem reviver o grafismo de muitas edições clássicas, com um interior de grande simplicidade, numa fonte tipográfica que evoca os trabalhos do gravador, impressor e livreiro francês Nicolas Jenson (1420-1480), pioneiro da tipografia veneziana e europeia. A ideia que preside à seleção de títulos é a de incluir livros que, no futuro – ou seja, na vida de leitores futuros – sejam um resumo da nossa própria memória e dos livros que hoje já são clássicos.
A Vida de Lazarillo de Tormes e Suas Fortunas e Adversidades conta a história de Lázaro, um menino pobre que, levado pela necessidade, serve vários senhores e aprende a sobreviver numa sociedade dura e hipócrita. Uma história de engenho, fome e sobrevivência. E a invenção do romance moderno em língua espanhola. É um dos livros mais divertidos, malévolos, facinorosos e violentos de que há memória, onde o mal passa por ser um recurso, o bem uma distração e a desonra uma solução crónica e aceitável. Por mais de quatro séculos, este romance fascinou leitores, estudiosos e escritores, inspirando obras que vão de Dom Quixote à literatura contemporânea.
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