Montargil vai receber a primeira prova do circuito nacional de vela em águas interiores nos dias 27 e 28 de setembro anunciou o presidente da Federação Portuguesa de Vela, António Barros, durante um evento organizado pela ERT Alentejo e Ribatejo.
Durante a sua intervenção, o presidente contextualizou a iniciativa que diz ter o objetivo de desenvolver a prática da vela em águas interiores em Portugal, onde não havia muita tradição até recentemente, ao contrário de outros países europeus como Suíça ou Alemanha.
“É um modelo de regatas que nos parece mais adequado aqui, em que temos seis barcos iguais e 18 tripulações que ao longo de dois dias fazem qualificações para a fase final e eliminatórias, havendo no final um vencedor. Neste tipo de modelo, vamos ter cá alguns velejadores olímpicos, porque também têm interesse em fazer esse circuito, e outros velejadores” afirmou o presidente da Federação Portuguesa de Vela, que acrescentou que irão falar com o clube de vela “porque queremos incluir umas tripulações locais para começarem também a integrar neste tipo de provas”.
Esta iniciativa, impulsionada pelo Fórum Oceano e a rede de estações náuticas, visa estruturar e promover a modalidade, aproveitando planos de água como o de Montargil e outros.
Além da criação de um circuito nacional de vela em águas interiores, o objetivo é desenvolver também um circuito de vela adaptada para pessoas com diferentes graus de mobilidade.
O objetivo é fomentar o turismo náutico, envolver as comunidades locais e desmistificar a vela como um desporto elitista, tornando-o acessível e competitivo em termos de custo. “Hoje em dia, praticar vela numa escola de vela, na maior parte dos sítios, já quase tem o custo de se jogar basquete ou de jogar outra coisa”, afiança António Barros.
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