Afinal, o que torna um kefir autêntico?

A microbiota (habitualmente chamada de flora intestinal) é composta por cerca de 39 biliões de microrganismos, entre bactérias, vírus, fungos e leveduras, que vivem maioritariamente no intestino grosso e desempenham um papel determinante no bem-estar geral. Hoje, é considerada por muitos especialistas como um “órgão” adicional do corpo humano, pela forma como influencia a saúde digestiva, o sistema imunitário e até alguns indicadores de saúde metabólica. A alimentação tem aqui um papel essencial, e a inclusão regular de alimentos que contenham culturas vivas em quantidade e diversidade adequadas pode contribuir para uma microbiota adequada.

Quando a flora intestinal não está equilibrada, podem surgir distúrbios digestivos. Sintomas como inchaço, azia ou dificuldades de digestão após as refeições são comuns: cerca de 33% da população portuguesa já os terá experienciado. Por outro lado, entre pessoas com mais de 45 anos, 49% afirmam ter visitado um gastroenterologista devido a problemas digestivos.

Mas como enriquecer a flora intestinal e contribuir para a sua diversidade? Entre as opções mais conhecidas está o kefir, um leite fermentado com mais de dois mil anos de história e originário das montanhas do Cáucaso. O seu nome tem origem no turco “kéif”, que significa “sentir-se bem”, e ao longo dos séculos foi considerado um alimento essencial para a saúde das populações daquela região.

À semelhança do iogurte, resulta da fermentação do leite, mas distingue-se pela maior diversidade de microrganismos que combina bactérias e leveduras. Para se fazer kefir, usam-se grânulos de kefir, que são colónias de bactérias e leveduras. Estes grânulos parecem pequenos pedaços de couve-flor e, quando imersos no leite, vão fermentá-lo num processo natural que dá então origem ao kefir.

Estudos recentes, publicados pela Sociedade Espanhola de Microbiota, Probióticos e Prebióticos (SEMiPyP) apontam benefícios relevantes do consumo de kefir. Como explica Guillermo Álvarez Calatayud, membro da SEMiPyP, “a introdução do kefir na dieta da população, tanto adulta como pediátrica, pode oferecer benefícios para a saúde da microbiota intestinal, graças à variedade de fermentos que contém – mas apenas naqueles que reúnem bactérias e leveduras próprias do kefir”.

COMO SABER SE UM KEFIR É AUTÊNTICO?
Contudo, nem todos os produtos que chegam ao mercado com esta designação cumprem, no entanto, os critérios necessários para serem considerados um kefir autêntico. O Codex Alimentarius define que apenas podem receber essa designação aqueles que incluem bactérias lácticas e leveduras de kefir. A diversidade de microrganismos é, assim, o elemento essencial que distingue o verdadeiro kefir de outros produtos lácteos fermentados.

Foi com base nesta tradição que Activia desenvolveu um autêntico kefir. Produzido a partir de fermentos de kefir, segue um processo de dupla fermentação de sete horas e meia que utiliza dezasseis culturas vivas, oito vezes mais do que um iogurte. A receita combina bactérias lácticas probióticas, leveduras de kefir e os fermentos naturais da Activia, que contam com mais de cinco estudos científicos que comprovam a sua sobrevivência até à microbiota intestinal*.

António Torres, responsável de Nutrição e Sustentabilidade da Danone afirma: “Seguimos a receita tradicional para oferecer um kefir com diversidade de fermentos e probióticos naturais, sempre a pensar na saúde intestinal do consumidor. O sabor suave e a textura cremosa permitem que seja facilmente integrado na rotina alimentar, tanto por consumidores habituais como por quem experimenta kefir pela primeira vez”.

Disponível em diferentes formatos, o Activia kefir é ainda uma fonte de proteínas de elevado valor biológico e de cálcio, podendo ser incluído em qualquer momento do dia, desde o pequeno-almoço a snacks ou até como ingrediente em receitas culinárias.

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